quinta-feira, 5 de maio de 2011

ANALFABETISMO NO BRASIL: Dados do CENSO 2010

No BRASIL, quase 14 milhões com 15 anos de idade ou mais não sabem ler nem escrever.


Resumo dos dados do IBGE 2010:

• 9,6% da população com 15 ou mais anos ainda é analfabeta. Em números reais são 13.940.729 pessoas.

• Houve uma queda de 4 pontos percentuais em relação ao Censo de 2000. Este indicava um percentual de 13,6% de analfabetos.

• A maioria dos analfabetos está no Nordeste, que concentra 53,3% do total de brasileiros que não sabem ler nem escrever. Em números reais são 7,43 milhões.

• Esse percentual é maior do que em 2000, quando era de 51,4%.

• Estado na pior situação: Alagoas. 24,3% dos seus habitantes (537 mil em 2,21 milhões) são analfabetos. Em 2000, eram 33,4%.

• A região Centro-Oeste continua com o menor total de analfabetos: 5,5%, apesar do aumento de 0,1 ponto percentual em relação a 2000.

• O Distrito Federal continua como a unidade da federação com a menor taxa: 3,5% em 2010, 5,7% em 2000.

• As maiores taxas de analfabetismo estão nas zonas rurais. Enquanto a taxa nas regiões urbanas chega a 7,3%, no campo ela chega a 23,2%.

• Com exceção de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, todas as outras unidades da federação têm taxa de analfabetismo que supera 10%.

• Nas áreas urbanas, a maior taxa está também em Alagoas, com 19,58% da população das cidades analfabeta. O Distrito Federal também tem a menor taxa urbana, de 3,26%.

Fonte: Portal UOL Educação, 29/04/2011

Segundo matéria da Folha de São Paulo (16.05.2011), a queda do analfabetismo adulto é residual, considerando que foram poucos os que aprenderam a ler entre 2000 e 2010. Segundo o censo a redução foi de apenas 0,5 ponto percentual, uma vez que, no total da população de 15 anos ou mais, a proporção de iletrados caiu de 13,6% para 9,6%.

Nenhuma escola é ilha. Por Ana Flávia Ramos

Esse texto merece ser divulgado....

Nenhuma escola é ilha

por Ana Flávia C. Ramos*
Tragédias como a ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, sempre provocam grande comoção pública, indignação e, obviamente, tristeza pelas muitas crianças perdidas no atentado. Além desses sentimentos, tais fatos provocam também um grande tsunami de "especialistas", mobilizados em velocidade estonteante pela mídia, para dar laudos e explicações quase matemáticas sobre as motivações do assassino. O atirador Wellington Menezes de Oliveira, segundo as informações desses "cientistas da tragédia" (que variam de "criminólogos" a policiais militares), era tímido, solitário, filho adotivo, "usuário" constante do computador (a "droga" dos tempos modernos segundo os "analistas"), ateu, islâmico, fanático, fundamentalista, portador do vírus da AIDS e, provavelmente, vítima de bullying na escola.

Certamente não há como contestar que todo ato humano, e por isso histórico, se explica a partir da análise de uma cadeia de relações complexas. Como digo aos alunos, nada tem resposta simples e direta. Entretanto, o tipo de questão levantada para entender o terrível ato de Wellington Menezes de Oliveira diz muito mais sobre nós mesmos do que sobre ele. Todos os nossos preconceitos estão embutidos nessas respostas. De fato, não sabemos, e talvez nunca saibamos, por que exatamente ele atirou contra cada uma das crianças (em sua maioria meninas), assim como não sabemos sobre as reais motivações dos muitos atentados como esse, ocorridos em países como Estados Unidos e Dinamarca. Mesmo depois de tudo o que se discutiu, ainda é difícil, por exemplo, explicar Columbine (abril de 1999).

Uma das coisas que mais tem me chamado a atenção é a recorrência da explicação que elege o bullying escolar como um dos fatores que podem desencadear esse tipo de ato violento. A explicação não é nova, Columbine é prova disso. Há mais de dez anos atrás, dois meninos entram em uma escola, de capa preta (quase como em um filme hollywoodiano) e atiram em seus colegas. "Especialistas", gringos agora, se apressam em dizer as razões: divórcio nas famílias, videogames, filmes violentos, Marilyn Manson, porte de armas facilitado e, como não poderia faltar, bullying na escola.

É inegável que o bullying é uma realidade. É indiscutível que ele é extremamente nocivo e doloroso aos alunos que sofrem com ele. É evidente que há urgência em iniciar um debate para saber como sanar o problema. Mas a pergunta que fica é: o que de fato é o bullying? Ele é um sinal (histórico) de que? E ainda mais: ele é um problema restrito à escola? Por que os alunos são tão cruéis com seus colegas?

Michael Moore, cineasta norte-americano explosivo, tentou dar a sua interpretação para o atentado de Columbine com o documentário Bowling for Columbine (2002). Moore, ao invés de repetir os clichês da mídia, foi implacável na destruição do senso comum das justificativas moralistas para o evento. Item por item, desde a desagregação da família, Manson, até a polêmica questão do porte de armas foram desconstruídos em sua narrativa. O foco centrou-se em respostas muito mais interessantes, localizadas não nos dois jovens assassinos, mas na sociedade americana. O imperialismo militarista dos Estados Unidos, a ação violenta em outros países, a política do medo (incentivada pelo Estado e pela grande mídia), que reforça e superestima dados sobre a violência urbana, sobre o fim de mundo, e, principalmente, a intolerância com todo tipo de diferença. Racismo, preconceito, homofobia, conflitos religiosos e luta de classes são só alguns dos ingredientes do caldeirão de ódios em que se transformou a sociedade americana.

Como crescer no Colorado, na "livre" América, e não ser conspurcado por esses valores? Como não idolatrar armas e achar que elas são um meio prático de solucionar problemas? Como viver imune a uma sociedade individualista, capitalista, que divide os seus cidadãos o tempo todo em "winners" e "losers"? E mais ainda, como não se deixar levar por uma sociedade que até hoje não consegue lidar com a diferença entre brancos e negros? Uma sociedade que até os anos 1960 não oferecia direitos, oportunidades e tratamentos iguais a todos os seus cidadãos, tem o que para oferecer ao pensamento dos estudantes? Os americanos, ainda hoje, estão preparados para o respeito à diferença? A relação que eles mantêm com os muçulmanos diz muito. Definitivamente a liberdade e o respeito ainda não se transformaram em uma unanimidade por lá.

É claro que mesmo Moore não chega a dar respostas definitivas sobre a questão. E mais ainda: é evidente que ele considera a forma pela qual a instituição ESCOLA trata seus alunos (hierarquias e classificações hostis), ignorando muitas vezes o bullying, tem sua responsabilidade no massacre. Assim como é nítido que a venda facilitada de armas e munição são coadjuvantes importantes da história. Mas Moore foi corajoso ao lançar em cada um dos americanos a responsabilidade da tragédia e discutir aquilo que ninguém teve coragem (ou má fé) de fazer. Nem a mídia, nem o governo, nem a sociedade. É preciso encarar os "monstros", com franqueza, e não apenas "satanizar" o ambiente escolar, para dar algum significado para esses eventos.

Ontem no Terra Magazine o antropólogo Roberto Albergaria afirmou que a mídia e a sociedade brasileira desejavam o impossível: explicações para um "desvario sem significado". Segundo ele, o que Wellington Menezes praticou foi o que os estudos franceses chamam de "violência pós-moderna", caracterizada por uma ruptura irracional, sem explicação. De fato, talvez tenha sido um "ato irracional", fruto de um momento de insanidade. Mas acredito que esse tipo de resposta não nos ajuda a resolver coisas importantes sobre nós mesmos. A tragédia no Realengo, a meu ver, pode e deve ser início de um debate importante sobre a nossa sociedade.

A tragédia na escola do Rio de Janeiro acontece num contexto bastante relevante. Em outubro de 2009, Geyse Arruda foi hostilizada por seus colegas de faculdade porque, segundo eles, ela não sabia se vestir de modo "apropriado" para freqüentar as aulas. Em junho de 2010, Bruno, goleiro do Flamengo, é suspeito de matar a ex-namorada, Elisa Samudio, por não querer pagar pensão ao filho. Suposta garota de programa, Samudio foi hostilizada na opinião de muitos brasileiros. Após rompimento, Mizael Bispo, inconformado, mata sua ex-namorada Mércia Nakashima em maio de 2010. Em novembro de 2010, grupos de jovens agridem homossexuais na Avenida Paulista, enquanto Mayara Petruso incita o assassinato de nordestinos pelo Twitter. E mais recentemente, em cadeia nacional, Jair Bolsonaro faz discurso de ódio contra homossexuais e negros. Tudo isso instigado e complementado pelo discurso intolerante, preconceituoso, conservador e mentiroso do candidato José Serra à presidê ncia da República. A mídia? Estava ao lado de Serra, corroborando em suas artimanhas, reforçando preconceitos contra Dilma, contra as mulheres e contra os tantos mais "adversários" do candidato tucano.

Wellington matou mais meninas na escola carioca. Se, por um lado, jamais saberemos as reais razões que o fizeram agir dessa forma, por outro sabemos o quanto a sociedade brasileira tem sido, no mínimo, indulgente com atos de intolerância, machismo, ódio e preconceito contra mulheres, negros e homossexuais. Se não há uma ligação direta entre esses diversos acontecimentos, eles pelo menos nos fazem pensar o quanto vale a vida de alguém em um contexto de tantos ódios? Quantas mulheres morrerão hoje vítimas do machismo? Quantos gays sofreram violência física? Quantos negros sentirão declaradamente o ódio racial que impregna o nosso país? O que é o bullying se não o prolongamento para a escola desse tipo de mentalidade? Quantas pessoas apoiaram as declarações de ódio de Bolsonaro via Facebook? Aquilo que acontece no ambiente escolar nada mais é do que um microcosmo do que a sociedade elege como valores primordiais. E o Brasil, que por tanto tempo negou a "pecha" de racista e preconceituoso, vê sua máscara cair.

Não adianta culpar o bullying, achando que ele é um problema de jovens, um problema das escolas. Não adiante grades e detectores de metal nas entradas ou a proibição da venda de armas. Como professora, sei que o que os alunos reproduzem em sala nada mais é do que ouviram da boca de seus pais ou na mídia. Não adianta pedir paz e tolerância no colégio enquanto a mídia e a sociedade fazem outra coisa. Na escola, o problema do bullying é tratado como algo independente da realidade política, econômica e social do país. Mas dá pra separar tudo isso? Dá pra colocar a questão só em "valores" dos adolescentes, da influência do malvado do computador ou dos videogames? Ou é suficiente chamar o ato de Wellington de uma "violência pós-moderna" sem explicação? Das muitas agressões cotidianas, a da escola do Realengo é apenas uma demonstração da potencialidade de nossos ódios. A única coisa que me pergunto é: teremos a coragem de fazer esse tipo de discussão?

* Ana Flávia C. Ramos é professora, historiadora pela Unicamp

Matéria tirada do Viomundo - www.viomundo.com.br

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Homenagem - 10 Anos de FASB

No último dia 20/04 a Faculdade São Francisco de Barreiras comemorou 12 anos de existência e de serviços prestados à região Oeste da Bahia. Na ocasião, marcada por uma agradável confraternização, eu e outros colegas recebemos uma Homenagem "pelos 10 anos de dedicação e comprometimento ofertados à FASB, contribuindo com afinco para o desenvolvimento da Educação Superior no eixo local-regional" (Texto contido na Placa que recebemos).

A placa me foi entregue pelo professor João Bosco Pavão (foto abaixo), assesor do IAESB (entidade mantenedora da Faculdade São Francisco de Barreiras). Fiquei imensamente feliz em ter recebido esta homenagem pelas mãos do professor Bosco, que é uma pessoa de extrema importância no meu processo formativo e com quem tenho a satisfação de compartilhar algumas atividades na Faculdade São Francisco.


Ficou também registrado o momento de agradecimento ao professor Tadeu Sergio Bergamo (foto abaixo), por toda a confiança em mim depositada nestes 10 anos de tabalho.


Parabéns à Faculdade São Francisco de Barreiras por tudo que ela representa para nossa região!!!! 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Métodos de Alfabetização

MÉTODOS SINTÉTICOS

Dentre os métodos sintéticos trabalhados merecem destaque dois métodos fônicos que fizeram história no nosso país: Abelhinha e Casinha Feliz.  Ambos partem do pressuposto de que se deve partir do simples (da letra) para gradativamente ir complexificando o processo de alfabetização (palavras, frases e, por fim, textos).

No método Abelhinha o professor alfabetizador iniciava apresentando os seguintes personagens: a abelhinha, a escova mágica, o índio, os óculos quebrados e o ursinho.

Era mais ou menos assim:
"Era uma vez uma abelhinha que nasceu com asas de um lado só. Não podia voar, nem um pouquinho. Tinha mesmo de andar. E ela ficava tão cansada que suspirava assim: aaaa..."
O professor emitia o som do a e perguntava:
- Quem sabe fazer o som da abelhinha?
"A abelhinha tinha tanta vontade de voar... Se ela pudesse voar, quantas coisas maravilhosas havia de fazer!
A abelhinha contava tudo que pensava a uma escova, amiga dela. A escova era mágica, mas a abelhinha não sabia.
Um dia, a escova encantada disse à abelhinha:
- Você ainda há de ter asas deste lado também. Espere com paciência, minha amiga!
A abelhinha nem queria acreditar em tanta felicidade. Então a escova mágica explicou:
- Eu sou uma escova mágica. Posso fazer muita coisa boa. Eu vou ajudar você.
Desde esse dia, a abelhinha pensava muito na promessa da amiga. Quando a escova via abelhinha pensando, dizia com uma voz muito rouca e misteriosa: eeeee..."
O professor emitira o som do e e dizia:
- Vamos imitar a escova?
O alfabeto ilustrado acompanhava as crianças durante todo o seu processo de alfabetização:






























Após a introdução dos sons de todas as vogais, eram trabalhados os sons das consoantes V, D, L e M, com a apresentação do vaga-lume, da dália, do lobo e da minhoca.

E assim, sucessivamente, todas as letras do alfabeto eram trabalhadas, sempre valorizando o aspecto sonoro.

--- x ---


Já no Método Casinha Feliz tudo girava em torno da história de uma família. Vejam como se estruturava a cartilha baseada neste método:








E assim se trabalhava os encontros vocálicos...


MÉTODOS ANALÍTICOS

MÉTODO NATURAL: Consiste em oferecer à criança estímulos sócio-ambientais específicos, que visam ao desenvovimento de um processo natural e espontâneo de construção dos esquemas de leitura. O aluno é motivado a escolher o próprio vocabulário que servirá de base para a aprendizagem.
 
Inicialente todas as atividades  do grupo são discutidas e combinadas em uma rodinha de conversa. Nesta, o educador funciona como um mediador das motivações do grupo. Todas as decisões do dia são tomadas aqui.


O Vocabulário de Apoio expõe as palavras estudadas e ilustradas pelas crianças. Ele cresce até que contenha todos os sons e letras do alfabeto.
 
 
 
Outro recurso utilizado é o sentenciador. Cada palavra nova escolhida vai imediatamente para o sentenciador, formando frases completas, que o aluno possa ler. A composição e a leitura de frases no sentenciador é um trabalho diário. No decorrer do processo, as figuras devem substituir palavras desconhecidas a fim de não limitar a expressão de ideias do aluno às palavras já memorizadas.
 
 
Cada palavra nova escolhida pela turma é escrita e arquivada no Caderno de Vocabulário Individual. Cada aluno faz a ilustração a sua maneira.  O caderno é utilizado para estudo das palavrinhas e serve de apoio ao aluno durante a escrita de frases.
 

 
Visando estimular a compreensão da leitura de frases e a fixação das ações estudadas no vocabulário da turma (noção de verbos), as crianças tem como suporte os Livrinhos de Ação.


 
A presença dos jogos é uma constante nas escolas que adotam este método de alfabetização. Os jogos são sempre oferecidos como atividades diversificadas e, geralemente, a escolha destes é feita pelos alunos.  Um bom exemplo é o jogo da memória, bstante utilizado por facilitar a memorização das palavras do vocabulário escolhido.




A caçada é um procedimento de rotina na análise fonética de palavras, segundo a semelhança do som inicial com o de outra palavra já conhecida visualmente por eles. Geralmente as crianças procuram em revistas, gravuras de palavras que começam de forma semelhante; colam estas gravuras numa folha grande, que fica afixada na parede. Cada criança, na sua vez, deve anunciar o nome da sua gravura.



Outro recurso bastante utilizado é a Preguicinha: as palavras trabalhadas são lidas pelas crianças de forma bastante lenta, fazendo a preguicinha. Numa segunda leitura, a criança destaca em vermelho a letra do som que está estudanto.

Como material de estudo independente são utilizados para fixação de grafias específicas, as saboneteiras de caçadas. Nesta são acondicionadas fichas contendo as palavrinhas começadas pelo som inicial de uma palavra conhecida. Uma pequena gravura, colada ao alto, evoca o significado da primeira palavra. O aluno usa estas "caçadinhas" de diferentes maneiras na composição de frases.


Pré-livro:
Matemática Natural:


Métodos de Alfabetização - Fônicos X Construtivistas

Ao trabalhar os Métodos de Alfabetização vimos que muitos artigos têm sido publicados acerca da disputa entre os que defendem os métodos fônicos e os que adotam uma linha mais construtivista de Alfabetização. Disponibilizo abaixo dois dos artigos  sobre este embate que costumo discutir em sala:

Método Fônico avança na Alfabetização
http://aprendiz.uol.com.br/content/cocrecrufr.mmp

Construtivismo X Método Fônico
http://lanceusp.hdfree.com.br/jornal.html



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Nosso cérebro busca o todo e não fragmentos....

Como dinâmica inicial da disciplina Fundamentos da Alfabetização, ministrada na Plataforma Freire, utilizei  alguns textos não convencionais para nossa Língua. No primeiro momento apresentei um texto em alemão e solicitei que os alunos procurassem "pistas" que dessem informações a respeito do seu conteúdo. Indaguei sobre sua formatação e alguns alunos sugeriram ser um poema...outros, uma música. Em seguida pedi que procurassem palavras conhecidas e também que observassem uma palavra que se repete várias vezes no texto... Em pouco tempo desvendaram a charada!


Os outros dois textos explorados, compostos por letras embaralhadas, têm circulado pela net ...

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.  Sohw de bloa!


35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!
P4R4BÉN5!

O objetivo era mostrar que nosso cérebro procura indícios, informações que levam a "descobrir" o texto como um todo, não se detendo a fragmentos. Deste modo, metodologias de alfabetização que trabalham com unidades menores, sem um sentido, uma contextualização, não se mostram significativas para os aprendentes.

Pensem sobre isso!!!!




Plataforma Freire: uma experiência de formação no município de Cristópolis - BA

Assumi no mês de fevereiro a responsabilidade de ministrar a disciplina Fundamentos da Alfabetização no curso de Pedagogia da Plataforma Freire, oferecido no município de Cristópolis - BA. Apesar das viagens semanais (em média 70 Km), o prazer em trabalhar com esse componente curricular é enorme!!! As discussões sobre Alfabetização, Letramento e sobre a Psicogênese da Língua Escrita me encantam... Sem contar a alegria que é contribuir com meus conterrâneos e amigos!

Disponibilizo abaixo alguns dos textos trabalhados nas primeiras aulas, que discutem Alfabetização e Letramento:
  • A Reinvenção da Alfabetização (Magda Soares)

  • O que é ser Alfabetizado e Letrado? (Maria da Graça Costa Val). No link abaixo o é possível encontrar uma série de outros textos sobre esta temática, disponibilizados pelo programa Salto para o Futuro. O texto da Maria da Graça inicia na página 18 da coletânea.

Boa leitura!