quinta-feira, 31 de março de 2011

ACONTECEU NO CURSO DE PEDAGOGIA DA FASB...

Aconteceu no último sábado, dia 26 de março, uma palestra ministrada pela profª Benevenuta Fátima de Lima, da Universidade do Estado da Bahia - UNEB. A palestrante falou sobre "O papel e a atuação dos Conselhos Municipais de Educação", conteúdo que faz parte da disciplina Gestão Escolar, ministrada pela professora Rosa Maria Furtado.
Na ocasião, esteve presente também Marta Maria Wanderley, docente do curso de Letras da Unversidade do Estado da Bahia que, assim como a professora Benevenuta Fátima, é membro do Conselho Municipal de Educação da nossa cidade (Barreiras-BA). A professora Marta contribuiu sobremaneira com as discussões suscitadas pelos participantes.
A professora Iara Xavier prestigiou o evento, acompanhando os alunos do 3º semestre que, durante todo o tempo, levantaram questionamentos acerca da temática abordada. Participaram também de modo efetivo as alunas do 7º semestre do curso.

Agradeço a todos que demostram prazer em compartilhar suas experiências e saberes. Estes são momentos que muito engrandecem a formação do futuro pedagogo!  




terça-feira, 29 de março de 2011

Ciclo de Palestras do curso de Pedagogia da FASB

Na última quinta-feira (24/03), a Técnica em Assuntos Educacionais da UFBA, professora Simone Leal Coité, ministrou uma palestra para os alunos do curso de Pedagogia da Faculdade São Francisco de Barreiras, versando sobre o tema: A formação continuada do professor e a contribuição do coordenador Pedagógico: uma reflexão sobre a prática

Vale ressaltar que este é o tema da pesquisa desenvolvida pela referida professora, no contexto do Programa de Mestrado em Educação da Universidade Católica de Brasília.




Participaram da palestra as turmas do 5º e do 7º semestre de Pedagogia, respectivamente sob mediação das professoras Sandra Lousada e Nara Modica.





sexta-feira, 11 de março de 2011

Outras imagens do SARAU

"Educação do pobre e Educação do Rico".

A Dramatização feita pelos alunos do 2º semestre arrancou muitos risos da plateia!!!
 (Juliano Francisco, o artista do curso de Pedagogia, Delismara, aluna rica e Andiara, aluna pobre)


Delismara e Juliano
 





Juliano e Andiara

Delismara.


Andiara












Coral "Saberes docente" regido pela professora de Didática, Iara Xavier, e pelo acadêmico Juliano Francisco.
Turma do 2º semestre de Pedagogia.


quinta-feira, 3 de março de 2011

A Educação no Campo também contemplada no SARAU do curso de Pedagogia

O componente curricular Educação no Campo, sob responsabilidade do professor Oto Reichert, também teve o seu destaque no Sarau do curso de Pedagogia.
As alunas do 4º semestre protagonizaram uma belíssima apresentação homenageando Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré,  que foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.

Segundo a narradora Elizineth Basto, Patativa foi uma das principais figuras da música nordestina do século XX. De família humilde vivia da agricultura de subsistência e logo cedo ficou cego de um olho por causa de uma doença. Com apenas 8 anos de idade perdeu seu pai e passou a ajudar sua família no cultivo das terras. Assim que se alfabetizou, aos doze anos, começou a fazer repentes e a se apresentar em festas e ocasiões importantes. Recebeu o pseudônimo de Patativa, por ser sua poesia comparável à beleza do canto dessa ave.


Avani, Leila, Eliana, Edvânia, Veroniza, Angela e Regilene recitando um dos contos de Patativa.

Publicou seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, em 1956. Na sua 2ª edição em 1967, esta obra passa a se chamar Cantos do Patativa. Em 1970 é lançada nova coletânea de poemas, Patativa do Assaré: novos poemas comentados, e em 1978 foi lançado Cante lá que eu canto cá.
Jaqueline recitando...e as "patativas" ao fundo! Muito legal!!!!
Patativa lançou ainda outros dois livros: Ispinho e Fulô (1988) e Aqui tem coisa (1994). Foi casado com Belinha, com quem teve 9 filhos.

Obteve notoriedade devido diversas premiações, títulos e homenagens, a exempo de ter sido nomeado por cinco vezes Doutor Honoris Causa. No entanto, Patativa nunca deixou de ser agricultor e de morar na mesma região onde se criou (Cariri) no interior do Ceará. Seu trabalho se distingue pela marcante característica da oralidade.
Aqui foi a vez de Eliana Araújo...

Participaram também da apresentação as acadêmicas: Kalyana, Carlas Núbia, Jussara, Avani, e Nadja.

Parabéns a todas vocês e ao professor Oto pelo brilhante trabalho desenvolvido!!!! 

E continua o SARAU....

"...De uma coisa temos certeza.
Se o professor não levar poesia pra dentro da escola periga o sujeito nunca ver um só poema!!!

Esta certeza tem os acadêmicos quando se inspiraram nas obras de Ruth Rocha para criarem essa encantadora poesia:

Receita para um mundo melhor

Pegue papel e caneta
para poder escrever
um poema sobre um mundo
muito bom de se viver

Pegue também a colher
Para preparar com prazer
Uma linda redação
E o mundo refazer

Coloque na penela
Amor e atenção
E depois salpique bem
Um pouco de compreensão

Mexa bem devagar
E não esqueça da amizade
Para conseguir tudo isso
Não importa a idade

Adicione paz, repeito
Solidariedade e carinho
Pois num mundo bom assim
Você nunca está sozinho

E depois de ir ao forno
O mundo já está pronto
Para podermos nele viver
Como num lindo conto.
Elizineth recitando a poesia criada pelo grupo...
É disso mesmo que precisamos, de um mundo cheio de amor, amizade e de solidariedade, principalmente quando falamos em inclusão. A partir da obra de Alexandre Azevedo, “O Menino que via com as mãos”, as alunas desenvolveram uma interessante dramatização.
Avani (sentada) Veroniza (dramatizando o menino que via com as mãos)
Jaqueline, Kalyana e Elizineth (narradora) 


Jaqueline, Veroniza e Kalyana

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SARAU: POESIA, CRIANÇA & ESCOLA.

A professora Edneia Novais fez a abertura do Sarau, destacando ser  um momento mais que especial, pelo fato de ser a apresentação de tudo que foi desenvolvido durante as aulas do intensivo de janeiro do curso de Pedagogia. E continuou...

"...Falar em Sarau é falar em Poesia, até porque em tudo há poesia. O que é preciso é ensaiar o olho para achar... e achar poema não é coisa que se aprende de forma distraída. É preciso treino e alguém que mostre que a arte da palavra tem a expressão do belo!

E quando se fala em expressão se fala em Contos de fadas. Um instrumento fantástico que nos ajuda a pensar.

Para as crianças, os contos têm um valor especial, pois apresenta personagens, sentimentos, valores e desafios, que correspondem às exigências infantis. Possibilitam à criança digerir suas manifestações mais arcaicas.

Os contos de fadas são ímpares, não só como forma de literatura, mas como obras de arte integralmente compreensíveis para a criança, como nenhuma outra obra de arte o é.

Como sucede com toda grande obra de arte, o significado mais profundo do conto de fadas será diferente para a mesma pessoa em vários momentos de sua vida, principalmente quando são analisados e modernizados por nós.

Assim, modernizar os contos de fadas, atendendo aos interesses e necessidades das nossas crianças no momento atual é um grande desafio. E considerando que a imaginação, é o melhor dos caminhos para se chegar à realidade veremos a mais nova versão do conto O PATINHO FEIO:


Lilian (4º semestre)

As histórias modernizadas através dos contos de fadas são vistas pelas crianças como garantia de segurança - a segurança de que pode brincar com temas próprios da sua realidade, sem que precise expor seus medos, rivalidades e ansiedades. E é com este entendimento que apreciamos a nova versão do conto A BELA E A FERA:


Eliane Mendes (6º semestre)

E é com o pensamento de modernização dos contos infantis que veremos ainda a mais nova versão do conto: BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES.

Clarice (4º semestre)

Tem gente que nasce com a facilidade de encontrar poesia nas coisas e a modernização do conto A PRINCESA E O SAPO é um exemplo disso.

Jaqueline (6º semestre)

E por falar em modernização, o que será que aconteceu com OS TRÊS PORQUINHOS através da nova versão?

Viviane (4º semestre)
Existem pessoas que precisam aprender a ver...ver com o coração. Então vamos ver a mais nova versão do conto CHAPEUZINHO VERMELHO que se transformou em CHAPEUZINHO ROSA.

Jussara (4º semestre)

Às vezes dá um medo de não conseguir aprender algo novo. É bem verdade!

Mas, quando passa o medo, a coisa vai ficando fácil e precisa só uma olhadinha pra gente perceber que dali vai sair algo, se a cabeça e o coração da gente deixar. É claro!

Esse medo passa se a gente encontra pela frente bons livros, bons autores e consegue transformá-los nos mais diversos tipos textuais, como foi feito com o livro “ Esta casa é minha” de Ana Maria Machado, que foi transformado em parodia.

Alunas do 4º semestre
Paródia: Esta casa é minha (música: Era uma casa...)
Autores: Ana Carla, Diana Bezerra, Diania, Fabíola, Lilianm Luis Claudio, Josilene, Maíra e Veraci.

Era uma família muito animada
não tinha casa, não tinha nada,
moravam todos num barracão
feito de lona e papelão

Todos queriam sair dali
porque quintal não tinha ali
mas tinha um sonho de construir
sua casa própria e se divertir
sua casa própria e sair dali

Mas tinha um sonho de construir
sua casa própria e se divertir
sua casa própria e sair dali


ÉÉÉÉ... Na Literatura moderna temos  a sorte de encontrar obras como “Menina bonita do laço de fita”, da autora  Ana Maria Machado. As alunas do 4º semestre conseguiram dramatiza-la com muita simplicidade e criatividade.




E a história continua na próxima postagem.............

sábado, 29 de janeiro de 2011

LITERATURA INFANTIL

Por influência do Sarau realizado hoje por professores e alunos do curso de Pedagogia, passo a postar trechos de produções dos alunos acerca das temáticas abordadas nos trabalhos apresentados.

Inicialmente trago parte de uma produção da acadêmica Nadja de Paula, sobre a Literatura Infantil, um dos temas abordados nas disciplinas oferecidas no intensivo de janeiro.


Literatura para Crianças: Contexto Histórico

O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem, no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros alguma experiência sua, que poderia ter significação para todos. Não há povo que não se orgulhe de suas histórias, tradições e lendas, pois trata-se da expressão de cultura que deve ser preservada.

As histórias, de acordo com Zilberman (1995), eram transmitidas desde a idade mais remota da humanidade, ligada aos rituais pré-históricos do homem de Neanderthal, força de vida e de morte conforme sua capacidade de manter acordado ou de adormecer os membros de um grupo, nas primeiras noites.

A autora destaca ainda que, na idade média, a preocupação com um iminente desfalque no exercício de homens para a defesa dos países e também de mão-de-obra, resultou na adoção de medidas de preservação à vida das crianças. Essas crianças não tinham características próprias da infância e sim de adultos em miniatura. Tudo isso decorria da ignorância a respeito do processo de formação do indivíduo. Esse sentimento se materializava nas nações sociais, econômicas e políticas que compunham a história da humanidade ao longo dos séculos.

Sabemos que, para se formar um conceito em relação à Literatura Infantil, é necessário pensar no seu leitor: a criança. Até o século XVII, as crianças conviviam igualmente com os adultos, não havia um mundo infantil, diferente e separado, ou uma visão especial da infância. Não se escrevia, para as crianças.

Já no século XVIII, influenciada pelo liberalismo, a família exibe um “ar” de parceria entre seus membros, contribuindo ao mesmo tempo, para a sua conservação e para a garantia da mão-de-obra industriaria.

Nesse sentido afirma Zilberman:

"As altas taxas de mortalidade infantil, por falta de atenção e cuidados da época conveniente, privavam as indústrias nascentes de mão-de-obra barata e disponível. Daí a modificação: cabia estimular o matrimônio e a manutenção de crianças”. (1995, p. 08)

Dessa maneira, a família cumpriu um papel importante para a consolidação da classe burguesa na sociedade, tornando imprescindível ao Estado sua contribuição econômica à expansão dos ideais da burguesia.

Segundo Coelho (2000) é neste século que a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias. Sendo assim, deveria distanciar-se da vida dos mais velhos e receber uma educação diferenciada, que preparasse para a vida adulta. Daí surgiu a íntima relação entre a literatura e a oralidade, no decorrer da ascensão da família burguesa, do novo “status” concedido à infância na sociedade e da organização da escola.

A Literatura, que já esteve associada à Filosofia e à Religião, é agraciada, no fim do século XIX, com o conceito predominante da “arte pela arte”. Atualmente, concebe-se a idéia de que é possível atribuir funções à literatura. Não uma função única, como se o texto literário tivesse apenas utilidades ou fosse apenas prazeroso, mas funções simultâneas – prazer e utilidades fundindo-se em uma coexistência pacífica.

... a concepção de uma faixa etária diferenciada, com interesses próprios e necessitando de uma formação específica, só acontece em meio à Idade Moderna. Esta mudança se deveu a outro acontecimento da época: a emergência de uma nova noção de família, centrada não mais em amplas relações de parentesco, mas num núcleo unicelular, preocupado em manter sua privacidade (impedindo a intervenção dos parentes em seus negócios internos) e estimular o afeto entre seus membros. (ZILBERMAN, 1995, p. 13)

De acordo com a autora, a partir da Idade Moderna a criança é vista como um indivíduo  inocente e dependente do adulto, que precisa de atenção especial devido à sua falta de experiência da realidade. Até hoje muitos ainda têm essa concepção da infância como o espaço da inocência e da falta de domínio da realidade.
A partir da Psicologia da Aprendizagem a infância á tratada como uma etapa de preparação do pensamento para a vida adulta. O pensamento infantil não tem ainda uma lógica racional. A Literatura Infantil é, nesta concepção, adequada às fases do raciocínio infantil.

Atualmente, percebe-se que as crianças começam a formar sua leitura de mundo e se despertar para os traços e rabiscos desde cedo, conforme oportunidades que lhes são oferecidas. Cabe então, enfatizar que se faz necessário colocá-las, em contato com a leitura e a escrita de maneira prazerosa, desde os primeiros anos de vida.

Nesse sentido, evidencia-se que a literatura infantil desperta o interesse e a atenção da criança, desenvolvendo nela a imaginação, a criatividade, a expressão das idéias e o prazer pela leitura e escrita. Além disso, oportuniza situações, nas quais as crianças constroem o seu conhecimento e, conseqüentemente,  ampliam o seu desenvolvimento e aprendizagem.

Através dos textos, a criança busca a reflexão sobre situações-problema, a autonomia e a criatividade na elaboração de soluções para essas situações. Assim, as histórias infantis estimulam a criatividade, a curiosidade e a imaginação, pois ler é:

... suscitar o imaginário é ter a curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar outras idéias para solucionar questões (como as personagens fizeram). É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos – dum jeito ou de outro – através dos problemas que vão sendo despontados, enfrentados (ou não), resolvidos (ou não) pelas personagens de cada história (cada uma a seu modo)... É a cada vez ir se identificando com outra personagem (cada qual no momento que corresponde aquele que está sendo vivido pela criança) ... e, assim, esclarecer melhor as próprias dificuldades ou encontrar um caminho para resolução delas ... (ABROMOVICH, 1989, p. 17)

Compreende-se que a escola é um espaço privilegiado para se desenvolver o gosto pela literatura infantil. Ela tem a função específica de proporcionar este encontro entre o livro e a criança de maneira que esta possa utilizar-se de literatura para a compreensão de si, das coisas que a cercam das relações entre ambas.

Acredita-se que a literatura infantil pode ser o cerne de uma educação crítica, pois opera a partir de sugestões fornecidas pela fantasia e imaginação, socializa formas que permitem a compreensão dos problemas e demonstra ser ponto de partida para o conhecimento real e a adaptação de uma atitude que valoriza as diferenças e as particularidades. Sendo assim, além de proporcionar situações de aprendizagem, amplia o prazer de narrar, ler e escrever de forma contextualizada e favorece o desenvolvimento de valores culturais e a construção de conceitos sobre o mundo.

ESSE TEXTO É PARTE DA FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO PROJETO DE ESTÁGIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL, PRODUZIDO PELA ACADÊMICA NADJA DE PAULA CUNHA DE FREITAS,  DO CURSO DE PEDAGOGIA DA FACULDADE SÃO FRANCISCO DE BARREIRAS